Pix não será taxado? Entenda a atualização do monitoramento da Receita

🏛️ Governo revoga norma da Receita após boatos sobre taxação do Pix

O governo federal revogou a norma que atualizava os serviços de monitoramento da Receita Federal sobre transações financeiras. A decisão ocorreu após uma forte onda de desinformação nas redes sociais, incluindo a falsa alegação de que o Pix seria taxado 💸❌.

Com a revogação, voltam a valer as regras que estavam em vigor até o fim de 2024.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, a medida foi necessária diante do impacto causado por informações distorcidas.
“Pessoas inescrupulosas manipularam o ato normativo da Receita Federal, prejudicando milhões de pessoas e causando pânico, principalmente na população mais humilde”, afirmou.


📊 Receita Federal monitora transações há mais de 20 anos

O monitoramento de transações financeiras pela Receita Federal não é novidade. O sistema existe desde 2001, com base na legislação que regula o sigilo bancário.

Desde então, o modelo passou por atualizações técnicas para melhorar o combate à sonegação, à lavagem de dinheiro e a crimes financeiros, sempre com foco em grandes movimentações incompatíveis com a renda declarada.


📝 O que previa a norma revogada

A norma revogada ampliava o alcance do monitoramento, mas ao mesmo tempo aumentava os valores mínimos para que as informações fossem reportadas ao Fisco.

Antes da atualização
Pessoas físicas com movimentações acima de R$ 2.000 por mês
Pessoas jurídicas acima de R$ 6.000 por mês

Com a atualização
Pessoas físicas acima de R$ 5.000
Pessoas jurídicas acima de R$ 15.000

A regra também incluía Pix, fintechs e bancos digitais no sistema de reporte.

Segundo o Ministério da Fazenda, na prática, a mudança reduziria a quantidade de dados enviados, tornando a fiscalização mais eficiente 🎯.


🎯 O foco da Receita não é o trabalhador comum

Autoridades do governo reforçaram que a norma não tinha como alvo trabalhadores, pequenos empresários ou usuários comuns do Pix.

O objetivo era facilitar a identificação de movimentações suspeitas, como quando os valores movimentados não condizem com a renda declarada.

Exemplo
Uma pessoa declara renda mensal de R$ 5.000, mas passa a movimentar R$ 100.000 de forma recorrente. Esse tipo de discrepância pode gerar questionamentos após cruzamento de dados.

Movimentações pontuais ou empréstimos informais entre familiares não geram autuação automática.


📱 Por que o governo voltou atrás

A norma foi revogada após forte repercussão negativa nas redes sociais, impulsionada por desinformação e críticas políticas.

Publicações e vídeos afirmando falsamente que o Pix seria taxado viralizaram nos últimos dias. Um dos mais vistos foi divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acumulando mais de 300 milhões de visualizações no Instagram.

Internamente, o governo reconhece falhas na comunicação, o que permitiu que o tema ganhasse força no debate político ⚠️.


📌 O que está valendo agora

Com a revogação, seguem as regras anteriores.

Monitoramento mensal
Mais de R$ 2.000 para pessoas físicas
Mais de R$ 6.000 para pessoas jurídicas

A obrigação de envio dos dados continua válida apenas para bancos tradicionais. Fintechs e bancos digitais podem repassar informações de forma voluntária.

O tipo de pagamento não importa. Pix, cartão, TED ou outros meios entram na regra se atingirem os valores.


🔁 Afinal, o Pix é monitorado?

Sim, o Pix é monitorado, mas nada mudou com a revogação da norma ✅

O monitoramento não é individual por transação. A Receita Federal recebe apenas o valor total movimentado no mês, sem acesso a detalhes.

A Receita não vê, quem enviou ou recebeu, para quem foi o dinheiro, o motivo da transação

Ela recebe apenas o montante mensal, independentemente de ser Pix, cartão ou TED 🔐.


💸 Pix continua gratuito e sem taxação

O Pix segue gratuito e sem qualquer tipo de imposto ou tarifa adicional.

A Medida Provisória publicada pelo governo reforça o sigilo das operações e proíbe a cobrança de valores extras em pagamentos feitos via Pix.


🔐 Quais dados são compartilhados com a Receita

As instituições financeiras informam apenas valores consolidados mensais, por meio do sistema SPED, em funcionamento desde 2007.

O sigilo bancário, protegido por lei, não é quebrado. A Receita não tem acesso ao detalhamento das transações.

A quebra de sigilo só pode ocorrer em situações específicas e mediante decisão judicial ⚖️.

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